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Johnny Depp é vampiro anacrônico em "Sombras da Noite", 8ª parceria com Tim Burton


  • Johnny Depp vive vampiro em novo filme de Tim Burton
    Johnny Depp vive vampiro em novo filme de Tim Burton
Não deixa de ser engenhosa a oitava parceria para o cinema entre o diretor Tim Burton e seu ator-fetiche Johnny Depp, em "Sombras da Noite". Se de um lado o tema sobrenatural permite ao cineasta extravasar seus tão caros elementos de humor negro e visual gótico, por outro, dá a Depp (aqui, também produtor) a oportunidade de interpretar um papel que, segundo ele, sempre quis. Uma situação de mútuo proveito entre grandes amigos.

AMÉRICA NA INGLATERRA


Filmando no mesmo estúdio dos longas de James Bond, na Inglaterra, Tim Burton e sua equipe construíram uma cidada norte-americana costeira dos anos 1970 em galpões nas proximidades de Londres.


Inspirada na série de TV americana "Dark Shadows" (1966-1971), que andava esquecida antes de receber rótulo de "cult" com o anúncio do filme, a produção envereda mais para a comédia do que propriamente para o terror. Muito provavelmente pelas ingerências de Burton e do próprio Depp no roteiro, assinado por Seth Grahame-Smith (autor do livro original e roteirista do ainda inédito "Abraham Lincoln - O Caçador de Vampiros").

Adaptações à parte, "Sombras da Noite" acompanha a história de Barnabas Collins (Depp), filho de um proeminente empreendedor inglês que fundou, na América, a cidade de Collinsport, em 1752. No entanto, a família não escapou de uma misteriosa maldição do Velho Mundo, concretizada pela esfuziante bruxa Angelique (Eva Green), com quem o protagonista teve um romance mas depois a trocou por outra mulher, Josette (Bella Heathcote).

Vítima do próprio fogo que atiçou, Barnabas não apenas perde sua amada como é transformado em vampiro por Angelique, que, como última vingança, o sepulta, acorrentado, em um caixão. O plano era deixá-lo assim por toda a eternidade, mas a bruxa não previu que, dois séculos mais tarde, no início da década de 1970, um empreendimento imobiliário desenterraria o vampiro.

A produção encontra seu maior trunfo para concretizar seu humor nesse confronto com a nova realidade e comportamentos, em especial com hippies tardios, o rock e as novas tecnologias. Quanto mais refratário e ignorante Barnabas é diante do que o cerca, mais inventiva é a comédia.

Esse complexo novo mundo é simbolizado pelos seus descendentes em Collinsport, uma família tão perturbada quanto decadente, liderada pela matriarca Elizabeth (Michelle Pfeiffer, que pediu o papel ao diretor). Estão lá alguns dos conflitos mais interessantes provocados pela adolescente rebelde (Chloë Grace Moretz, de "Kick-Ass"), a psiquiatra bêbada (Helena Bonham Carter, na sétima participação nos filmes do marido Burton), o mordomo ranzinza (Jackie Earle Haley) e o garoto que vê fantasmas (Gulliver McGrath, de "A Invenção de Hugo Cabret").

1 comentários :

Marcos Carvalho disse...

Bicho adoro os filmes do Burton principalmente os que o Johnny Depp é o protagonista... otima postagem.

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