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O fim da busca pela “partícula de Deus” parece está próximo


Um grupo de cientistas americanos anunciou, nessa segunda feira (02), a descoberta da mais forte evidência até agora da existência de um corpo subatômico conhecido como “partícula de Deus”, ou bóson de Higgs.
A partícula recebeu esse apelido por causa da teoria proposta na década de 1960 pelo cientista britânico Peter Higgs, segundo a qual o bósson seria a forma como a matéria obteve massa depois do Big Bang. De acordo com essa teoria, a chamada partícula de Deus seria o agente que possibilitou o desenvolvimento das estrelas, dos planetas e da vida, ao dar massa às partículas mais elementares.
Os físicos do Laboratório Nacional Acelerador Fermi, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, afirmaram que a evidência surgiu com subprodutos da colisão de partículas no acelerador americano Tevatron.
- Nossas informações apontam fortemente para a existência do bóson de Higgs, mas precisamos dos resultados dos experimentos do Grande Colisor de Hádrons (LHC ou acelerador de partículas) na Europa para confirmar uma descoberta – explicou Rob Roser, porta-voz do laboratório nacional americano Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory).
De acordo com a agência Reuters, os resultados do LHC serão anunciados na quarta-feira (4). Especialistas familiarizados com a pesquisa do CERN, responsável pelo LHC, dizem que os dados obtidos vão mostrar vestígios do bóson de Higgs, provando que ele existe, mas não permitindo afirmar que ele foi efetivamente visto.
Cientistas com acesso para os novos dados do CERN dizem que eles mostram um alto grau de certeza de que o bóson de Higgs já pode ter sido vislumbrado e que, oficialmente, combinando os resultados separados de ATLAS e CMS, pode-se argumentar que uma descoberta efetiva está muito próxima.
Rob Roser, que lidera as pesquisas sobre o bóson de Higgs no Fermilab, em Chicago compara os resultados que os cientistas vão anunciar na quarta à descoberta de marcas fossilizadas de um dinossauro. “Você vê as pegadas e as sombras do objeto, mas não o vê de fato”, afirmou o cientista.

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